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REABILITAÇÃO FULL ARCH SUPERIOR COM AUXÍLIO DO IMPLANTE EPIKUT S

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Autor: PABLO ENRICO MONTEIRO MARTINS

Descrição do Caso

Ambassador S.I.N.; Especialista em Implantodontia e Prótese Dentária; Mestrando/Doutorando em Implantodontia; Coordenador
da Especialização em Implantodontia (IEO Bauru); Especialista Internacional do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento
(R&D) – S.I.N. Membro da Equipe das turmas de Especializações em Implantodontia – ABO – Presidente Prudente e
FGPós – São José do Rio Preto/SP – Ambassador S.I.N.

Antes do Tratamento

Paciente E. F. V., sexo feminino, 68 anos, procurou atendimento relatando desconforto funcional, comprometimento estético e impacto negativo na qualidade de vida. Ao exame clínico e radiográfico, observou-se doença periodontal em estágio avançado, com mobilidade dentária acentuada nos dentes superiores associada a perda óssea vertical significativa, comprometendo o prognóstico de manutenção dos elementos dentários remanescentes. Diante desse cenário, e após encaminhamento por outros profissionais, indicou-se a exodontia dos dentes superiores remanescentes e o planejamento de uma reabilitação Full Arch superior implantossuportada. A abordagem cirúrgico-protética contou com o auxílio de implantes Epikut S, visando adequada ancoragem, correção e distribuição biomecânica das cargas, com o objetivo de restabelecer função, estética e previsibilidade ao tratamento.

Sobre o Paciente

  • Gênero: feminino

  • Idade: 68

Queixa

Dificuldade mastigatória e insatisfação estética associadas à mobilidade dentária superior.

Amnese

Queixa funcional e estética decorrente de comprometimento periodontal dos dentes superiores. Paciente com boa saúde geral sem histórico de alergias

Sobre o Caso

  • Data do caso junho 12, 2026

O planejamento cirúrgico-protético foi direcionado à reabilitação total da maxila por meio de prótese fixa tipo Full Arch, considerando as limitações anatômicas e a necessidade de um posicionamento proteticamente favorável dos implantes. A estratégia adotada priorizou estabilidade primária e adequada distribuição biomecânica das cargas. A instalação dos implantes foi realizada com auxílio do sistema Epikut S, permitindo melhor ancoragem óssea e otimização de instalação, especialmente em áreas com comprometimento ósseo. Essa abordagem possibilitou uma base implantossuportada previsível para a reabilitação protética fixa, com foco em função, estética e longevidade do tratamento.

O planejamento cirúrgico-protético foi direcionado à reabilitação total da maxila por meio de prótese fixa tipo Full Arch, considerando as limitações anatômicas e a necessidade de um posicionamento proteticamente favorável dos implantes. A estratégia adotada priorizou estabilidade primária e adequada distribuição biomecânica das cargas. A instalação dos implantes foi realizada com auxílio do sistema Epikut S, permitindo melhor ancoragem óssea e otimização de instalação, especialmente em áreas com comprometimento ósseo. Essa abordagem possibilitou uma base implantossuportada previsível para a reabilitação protética fixa, com foco em função, estética e longevidade do tratamento.

Reabilitação total da maxila com prótese fixa tipo Full Arch implantossuportada, utilizando implantes zigomáticos associados aos implantes Epikut S.

Antes do Tratamento

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A avaliação radiográfica e tomográfica evidenciou reabsorção óssea maxilar avançada, com comprometimento do volume ósseo alveolar e limitação para a instalação de implantes convencionais na região posterior. As reconstruções tridimensionais confirmaram a viabilidade anatômica para a utilização de implantes zigomáticos, bem como a necessidade de estratégias auxiliares para planejamento e otimização do posicionamento protético dos implantes. Esses achados fundamentaram o planejamento de uma reabilitação Full Arch superior, associando implantes zigomáticos a implantes Epikut S, com foco em estabilidade, distribuição biomecânica das cargas e previsibilidade protética.

Antes do Tratamento

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O exame clínico inicial evidenciou comprometimento periodontal avançado dos dentes superiores, com presença de inflamação gengival, alteração de contorno dos tecidos moles e condição dentária incompatível com manutenção a longo prazo. O quadro clínico estava associado a prejuízo estético e funcional, motivando a indicação de reabilitação implantossuportada da maxila

Radiografia/Tomografia

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Após anestesia local, foram realizadas as exodontias dos dentes superiores remanescentes, preparando o leito cirúrgico para as etapas subsequentes do procedimento reabilitador. Na sequência, procedeu-se à osteotomia para regularização do rebordo alveolar, com o objetivo de melhorar o espaço protético e favorecer o correto posicionamento dos implantes. Durante essa etapa, foi realizada a explantação de um implante previamente instalado, o qual não apresentava posicionamento protético adequado ao planejamento da reabilitação Full Arch planejada.

Passo a Passo do procedimento

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A avaliação radiográfica e tomográfica evidenciou reabsorção óssea maxilar avançada, com comprometimento do volume ósseo alveolar e limitação para a instalação de implantes convencionais na região posterior. As reconstruções tridimensionais confirmaram a viabilidade anatômica para a utilização de implantes zigomáticos, bem como a necessidade de estratégias auxiliares para planejamento e otimização do posicionamento protético dos implantes. Esses achados fundamentaram o planejamento de uma reabilitação Full Arch superior, associando implantes zigomáticos a implantes Epikut S, com foco em estabilidade, distribuição biomecânica das cargas e previsibilidade protética.

Trans Operatório

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O preparo do leito ósseo para o primeiro implante foi realizado de forma sequencial, utilizando fresa lança Ø2,0, seguida pelas fresas Ø2,85 e Ø3,0.Devido à baixa densidade óssea, optou-se por subpreparo do leito, interrompendo a fresagem na terceira fresa, com o objetivo de favorecer a estabilidade primária para a instalação de um implante EpikutS Long - MT 16° com 15 mm de comprimento. Devido à baixa densidade óssea, mesmo com a realização de subpreparo do leito (fresagem final em Ø3,0) e a instalação de um implante de Ø4,0, o torque de inserção obtido foi relativamente baixo, atingindo 30 N.cm. Esse achado transoperatório reforça a influência da qualidade óssea na estabilidade primária, apesar da adequação do preparo e da escolha do implante, sendo considerado no planejamento das etapas subsequentes da reabilitação. O segundo implante foi instalado na região do dente 22, mantendo-se a estratégia de subpreparo do leito ósseo, definida a partir do comportamento do osso observado durante a instalação do implante inicial. Mesmo em um cenário de baixa densidade óssea, a adaptação do protocolo de fresagem permitiu alcançar um torque final de inserção de 60 N.cm, conforme planejado, favorecendo adequada estabilidade primária para a sequência da reabilitação. O terceiro implante foi instalado na região do dente 12, mantendo-se a estratégia de subpreparo do leito ósseo, previamente definida. Essa abordagem permitiu alcançar um torque final de inserção de 60 N.cm, mesmo em osso de baixa densidade, garantindo adequada estabilidade primária para a continuidade da reabilitação. O primeiro implante zigomático foi instalado na região do dente 15, após preparo adequado do leito ósseo, alcançando torque de inserção superior a 80 N.cm. A estabilidade obtida confirmou a ancoragem eficiente no osso zigomático, proporcionando suporte posterior adequado e previsibilidade biomecânica para a sequência da reabilitação Full Arch. Diante da disponibilidade de espaço ósseo adequado e da necessidade de ampliar o suporte posterior da reabilitação, optou-se pela instalação de um segundo implante zigomático. O preparo do leito foi realizado de forma paralela ao primeiro implante, respeitando o planejamento cirúrgico-protético, com definição da emergência protética na região do dente 13, visando melhor distribuição biomecânica das cargas e posicionamento protético favorável. Após a instalação do segundo implante zigomático, foram utilizados os indicadores de direção para definição da angulação do mini pilar, que permitem a leitura precisa do eixo de emergência protética, auxiliando na escolha do componente mais adequado. O indicador de direção de 45° (cor rosa) e o indicador de 30° (cor amarela) foram utilizados conforme a imagem. Observa-se a correspondência exata entre a leitura obtida com os indicadores e os mini pilares selecionados após a instalação dos componentes protéticos, confirmando a previsibilidade do sistema. Esse recurso contribui significativamente para a correção do eixo protético, melhora do posicionamento da emergência da prótese e otimização dos resultados biomecânicos, além de facilitar a tomada de decisão clínica durante procedimentos envolvendo implantes zigomáticos. A etapa cirúrgica final consistiu na instalação de um implante zigomático, com emergência protética na região do dente 26. O posicionamento adotado permitiu ampliar o suporte posterior da reabilitação, favorecendo uma distribuição biomecânica mais equilibrada das cargas mastigatórias ao longo do arco protético.

Implante utilizado

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Linhas utilizadas no tratamento

Fase de provisionalização

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Fase protética

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Foi realizada a moldagem de transferência utilizando guia multifuncional, destinada à confecção da barra metálica e à acrilização da prótese protocolo (Foto 01). A segunda imagem ilustra a condição clínica após 72 horas de pós-operatório, evidenciando adequado aspecto dos tecidos moles após a remoção das tampas de proteção dos mini pilares, sem sinais de intercorrências, confirmando a estabilidade do procedimento cirúrgico e a previsibilidade da etapa protética subsequente. Aspecto da prótese protocolo superior antes da instalação clínica, evidenciando o correto contorno gengival, a harmonia estética do conjunto.

Fase final

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A radiografia panorâmica final, realizada imediatamente após a instalação da prótese protocolo, evidencia adequada adaptação dos componentes protéticos à infraestrutura, bem como posicionamento correto e estável dos implantes. Observa-se distribuição favorável dos implantes ao longo da maxila, proporcionando equilíbrio biomecânico e redução significativa do cantilever protético. A associação de diferentes estratégias cirúrgicas, com a utilização de implantes convencionais, implantes longos e implantes zigomáticos, permitiu a resolução de um caso de maior complexidade, respeitando as limitações anatômicas e garantindo previsibilidade funcional e protética ao tratamento proposto.

Resultado final

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A prótese protocolo superior foi instalada após 72 horas, apresentando adequada adaptação protética, estabilidade e correta relação oclusal. O aspecto intraoral evidencia harmonia estética, posicionamento favorável das emergências protéticas e integração funcional do conjunto implantossuportado. A imagem extraoral demonstra resultado estético satisfatório, com restabelecimento do sorriso e naturalidade do contorno labial, refletindo a previsibilidade do planejamento cirúrgico-protético adotado.