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Retrabalho Inferior com Risco de Fratura Mandibular: Uma Abordagem com Implantes Curtos e Carregamento Tardio – Implante Lite
Autor: PABLO ENRICO MONTEIRO MARTINS
Descrição do Caso
Especialista em Implantodontia e Prótese Dentária, Mestrando em Implantodontia,
Ambassador S.I.N., Professor e Coordenador de Especialização em Implantodontia (IEO
Bauru), Especialista Internacional do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (R&D)
– S.I.N., Professor convidado das turmas de Especializações em implantodontia ABO,
Presidente Prudente, e FG Pós – São José do Rio Preto/SP.
Antes do Tratamento
Paciente do sexo feminino, 84 anos, apresentou-se à consulta inicial com um protocolo inferior desadaptado e com mobilidade excessiva, acompanhado de dor, limitação mastigatória e desconforto funcional. Ao exame clínico e radiográfico, observou-se lesão peri-implantar, perda óssea acentuada, fratura de parafuso de retenção e risco iminente de fratura mandibular, em virtude da reduzida espessura óssea remanescente. Considerando o elevado risco de fratura e a morbidade associada, optou-se pela remoção dos implantes com maior grau de comprometimento e instalação dos novos implantes da linha LITE – S.I.N. de comprimento reduzido, adotando carregamento tardio como estratégia planejada para permitir melhor remodelação óssea e previsibilidade da osseointegração, minimizando o risco de complicações estruturais.
Sobre o Paciente
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Gênero: feminino
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Idade: 84
Queixa
Dor e dificuldade mastigatória decorrentes de desadaptação protética e mobilidade excessiva do protocolo inferior, associadas à presença de lesão peri-implantar e fratura de parafuso de retenção.
Amnese
Paciente em boas condições sistêmicas gerais, sem comorbidades relevantes, relatando desconforto funcional e limitação alimentar devido à instabilidade protética e dor local.
Sobre o Caso
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Data do caso abril 8, 2026
Diante do quadro clínico de mobilidade acentuada do protocolo inferior, lesão peri-implantar e perda óssea severa, o plano de tratamento estabelecido consistiu na remoção dos implantes comprometidos, seguida da instalação de novos implantes curtos da linha LITE – S.I.N. em áreas estratégicas da mandíbula, respeitando os limites anatômicos e as zonas de maior densidade óssea remanescente. Optou-se por um carregamento tardio, com o objetivo de favorecer a remodelação óssea progressiva e permitir uma osseointegração mais previsível, reduzindo o risco de fratura mandibular. A escolha pela linha LITE baseou-se em sua macrogeometria compacta e design otimizado para ancoragem em substrato ósseo limitado, assegurando estabilidade primária adequada mesmo em áreas de baixa espessura cortical. A fase cirúrgica foi conduzida com mínima invasividade, priorizando a integridade do rebordo e o controle biomecânico das forças mastigatórias. Após o período de cicatrização e consolidação óssea, a paciente será reabilitada com um novo protocolo inferior para devolução da função e da estética.
Diante do quadro clínico de mobilidade acentuada do protocolo inferior, lesão peri-implantar e perda óssea severa, o plano de tratamento estabelecido consistiu na remoção dos implantes comprometidos, seguida da instalação de novos implantes curtos da linha LITE – S.I.N. em áreas estratégicas da mandíbula, respeitando os limites anatômicos e as zonas de maior densidade óssea remanescente. Optou-se por um carregamento tardio, com o objetivo de favorecer a remodelação óssea progressiva e permitir uma osseointegração mais previsível, reduzindo o risco de fratura mandibular. A escolha pela linha LITE baseou-se em sua macrogeometria compacta e design otimizado para ancoragem em substrato ósseo limitado, assegurando estabilidade primária adequada mesmo em áreas de baixa espessura cortical. A fase cirúrgica foi conduzida com mínima invasividade, priorizando a integridade do rebordo e o controle biomecânico das forças mastigatórias. Após o período de cicatrização e consolidação óssea, a paciente será reabilitada com um novo protocolo inferior para devolução da função e da estética.
Remoção dos implantes com maior grau de comprometimento e instalação de novos implantes da linha LITE, com carregamento tardio planejado, visando melhor remodelação óssea e previsibilidade da osseointegração, reduzindo o risco de fratura mandibular.
Antes do Tratamento
Reconstrução tridimensional da mandíbula remanescente evidenciando implantes e estrutura protética ainda instalados. Observa-se perda óssea peri-implantar significativa, especialmente nas regiões posteriores, indicando o comprometimento do suporte ósseo e o risco estrutural aumentado para fratura mandibular. As imagens evidenciam acentuada perda óssea peri-implantar e um rebordo alveolar extremamente delgado, com espessura óssea basal reduzida em toda a extensão mandibular. Essa condição anatômica representa alto risco de fratura mandibular e reforça a necessidade de uma abordagem cirúrgica conservadora com implantes curtos e carregamento tardio.
Antes do Tratamento
Protocolo inferior com mobilidade acentuada removido, presença de inflamação tecidual evidente, implantes e cicatrizador parcialmente expostos com sintomatologia dolorosa. Nota-se a condição do rebordo alveolar remanescente bastante comprometida, com risco potencial para complicações estruturais.
Radiografia/Tomografia
Após a retirada da prótese inferior, observou-se uma peça extremamente mal conservada e com higiene deficiente, resultado de anos sem manutenção preventiva adequada.Na região correspondente ao dente 35, foi possível identificar que um dos implantes encontrava-se completamente inserido em uma lesão peri-implantar ativa, sendo removido ainda anexado à estrutura protética
Passo a Passo do procedimento
Reconstrução tridimensional da mandíbula remanescente evidenciando implantes e estrutura protética ainda instalados. Observa-se perda óssea peri-implantar significativa, especialmente nas regiões posteriores, indicando o comprometimento do suporte ósseo e o risco estrutural aumentado para fratura mandibular. As imagens evidenciam acentuada perda óssea peri-implantar e um rebordo alveolar extremamente delgado, com espessura óssea basal reduzida em toda a extensão mandibular. Essa condição anatômica representa alto risco de fratura mandibular e reforça a necessidade de uma abordagem cirúrgica conservadora com implantes curtos e carregamento tardio.
Trans Operatório
Procedeu-se à remoção dos implantes utilizando instrumentação piezoelétrica para garantir maior precisão e menor agressão ao tecido ósseo remanescente e sequencialmente a curetagem das lesões periimplantares associadas. Optou-se por manter o implante central na região da sínfise mandibular, preservando suporte estrutural e evitando fragilização adicional da base óssea. Observa-se, indicado pela seta amarela no canto superior direito, o forame mentual superficializado, consequência direta da acentuada reabsorção óssea mandibular. Sequência de fresagem realizada na região correspondente aos dentes 44/45, respeitando os limites anatômicos e a altura óssea remanescente.O preparo foi conduzido de forma progressiva e controlada para que, no momento da instalação do implante, não houvesse risco de sobretorque e, consequentemente, fosse preservada a integridade estrutural da região óssea, garantindo estabilidade primária adequada e segurança biomecânica ao procedimento.Na sequência, realizou-se a captura e instalação do implante LITE 3.8 × 7,5 mm na osteotomia previamente preparada, obtendo-se torque final próximo de 50 N.cm, demonstrando excelente estabilidade inicial mesmo em uma região anatomicamente delicada. Para o segundo implante, instalado em região de maior densidade óssea, próxima à sínfise mandibular, foi realizada a sequência 49 convencional de fresagem. A primeira fresa utilizada (fresa lança) apresentou excelente capacidade de corte, removendo fragmentos ósseos consistentes, conforme evidenciado nas imagens.A última fresa utilizada foi uma fresa do tipo countersink, empregada para ampliar o diâmetro da osteotomia e permitir que o implante fosse inserido com menor torque de penetração, reduzindo o risco de compressão excessiva do osso cortical.Mesmo com o preparo controlado, devido à elevada densidade da base mandibular, o implante atingiu torque final aproximado de 50 N.cm, assegurando excelente estabilidade primária e previsibilidade biomecânica. Na região correspondente aos dentes 33 e 35, foram instalados implantes LITE 4.0 × 8,5 mm, seguindo o mesmo protocolo de preparo controlado.Assim como os instalados anteriormente, todos foram finalizados com cicatrizadores 3.3 × 3,5mm, uma vez que atingiram torque superior a 45 N.cm, já que a paciente permanecerá sem prótese removível sobre a área tratada.Observa-se que, devido à altura óssea limitada, os implantes foram finalizados em nível ósseo (bone level).
Implante utilizado
Linhas utilizadas no tratamento
Após a instalação dos implantes e dos cicatrizadores, as áreas que apresentavam irregularidades ou deficiências ósseas pontuais foram preenchidas com o biomaterial COL.HAP-91, composto por 75% de hidroxiapatita e 25% de colágeno tipo I, o que irá favorecer a formação e remodelação óssea local, além de proporcionar suporte estrutural e biocompatibilidade adequados, criando uma superfície mais regular para a deposição e maturação do novo osso ao redor dos implantes.
Fase de provisionalização
Fase protética
Fase final
Imagem clínica e radiográfica obtidas no pós-operatório imediato, evidenciando o fechamento adequado dos tecidos moles e o posicionamento paralelo e estável dos cinco implantes instalados.A paciente permanecerá sem utilização de prótese inferior por um período de aproximadamente 120 dias, permitindo cicatrização tecidual e remodelação óssea adequadas.Após esse período, será confeccionado um protocolo inferior convencional, apoiado sobre os cinco implantes osseointegrados, restabelecendo função e conforto mastigatório.
Resultado final























