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Prevenção de doenças: esse também é o papel do Dentista

Prevenção de doenças: esse também é o papel do Dentista

Mesmo sendo o país com o maior número de Dentistas do mundo, o Brasil apresenta dados preocupantes em relação à saúde bucal. Segundo o IBGE, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais e, além disso, 14 milhões de pessoas já apresentam edentulismo em toda a arcada dentária. Para reverter esse quadro, o papel do Dentista é fundamental.

Isso porque, ele tem o papel de estimular uma cultura de prevenção aos problemas bucais. Pensando nisso, convidamos o Dr. Fernando Hayashi, Doutor em Periodontia pela USP, professor titular de Implantodontia e Embaixador da S.I.N. para mergulhar no tema.

Doenças relacionadas com a saúde bucal

Alguns problemas, como cáries, gengivite, halitose, periodontite e placa bacteriana estão entre as doenças orais mais comuns entre a população. Mas sabia que a falta de cuidados com a boca costuma estar conectada a problemas sistêmicos diversos, como é o caso, por exemplo, das doenças cardiovasculares? Muitas infecções bacterianas que começam na boca podem se espalhar pela corrente sanguínea de um Paciente e afetar o coração. Inclusive, dados do InCor (Instituto do Coração) apontam que 45% das doenças cardíacas estão ligadas a infecções bucais não tratadas. 

Além disso, outras doenças, como a diabetes e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) podem ser agravados em função da saúde bucal.

Uma boa anamnese faz total diferença

A famosa anamnese, entrevista inicial realizada pelo Dentista com seu Paciente, é capaz de identificar pontos de atenção na saúde da pessoa, como comorbidades, alergia a medicamentos, histórico de cirurgias, entre outros. 

Além disso, ter um histórico odontológico completo do Paciente é uma oportunidade de construir um relacionamento com a pessoa, ao mesmo tempo em que informa seu diagnóstico e como será o gerenciamento dos problemas dentários. 

Em síntese, com a boa anamnese, é possível abranger todos os pontos críticos, ao mesmo tempo em que o Paciente tem tempo para expressar suas ideias, ficando mais tranquilo e confiante. Por isso, o Dentista deve reservar um bom tempo para o processo.

Educando o Paciente

Sabemos bem que um dos principais papéis dos profissionais da Odontologia é auxiliar seus Pacientes a desenvolverem bons hábitos, para que estes consigam prevenir problemas e consigam manter uma saúde bucal de qualidade. Nesse sentido, uma postura educativa e empática é imprescindível. É preciso ter acolhimento com os Pacientes, apostando na Odontologia humanizada, priorizando a máxima didática nas explicações e orientações, com paciência e uso de uma linguagem de fácil entendimento.

Tem mais: nada melhor do que uma conversa “olho a olho” com o Paciente, explicando sobre o por quê alguns hábitos, como o tabagismo, são prejudiciais para saúde bucal e como uma alimentação balanceada aliada à higiene oral adequada, com escovação e uso do fio dental após todas as refeições, contribuem para uma boca mais saudável.

Acima de tudo, nunca pense que os Clientes sabem o que esperar da consulta. Sempre encoraje e tranquilize-os em relação ao tratamento e ao período pós procedimentos. Deixe-os saber o que está por vir, em detalhes. Vale lembrar, também, que declarações positivas sobre os tratamentos ajudam a neutralizar a ansiedade do Paciente, então faça essa aposta. 

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O que vimos neste artigo:

1. Qual é o panorama atual da perda dentária e edentulismo no Brasil?

Apesar de o Brasil contar com o maior número de Dentistas do mundo, os dados do IBGE apontam um cenário preocupante: cerca de 34 milhões de pessoas já perderam 13 dentes ou mais, e 14 milhões de brasileiros sofrem de edentulismo total em toda a arcada dentária.

2. Como a saúde bucal não tratada pode afetar a saúde do coração e provocar doenças sistêmicas?

Infecções bacterianas com origem na boca podem entrar na corrente sanguínea e atingir o sistema cardiovascular. De acordo com o Instituto do Coração (InCor), 45% das doenças cardíacas estão diretamente ligadas a infecções bucais não tratadas. Além disso, problemas de saúde oral podem agravar quadros de diabetes e aumentar os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

3. Qual é a importância de uma anamnese detalhada na consulta odontológica?

A anamnese permite ao Dentista identificar comorbidades, histórico cirúrgico e alergias medicamentosas, mapeando pontos críticos da saúde sistêmica. Além da questão clínica, uma entrevista inicial bem conduzida ajuda a construir uma relação de confiança com o Paciente, diminuindo a ansiedade antes dos tratamentos.

4. Como os Cirurgiões-Dentistas podem atuar na conscientização e educação dos Pacientes?

Adotando a Odontologia humanizada, caracterizada por escuta empática, paciência e uso de linguagem acessível. O Dentista deve orientar de forma didática sobre o impacto negativo de hábitos como o tabagismo e reforçar a importância de uma alimentação balanceada combinada ao uso diário de fio dental e escovação após as refeições.

5. O que o profissional de odontologia deve fazer para reduzir o medo e a ansiedade dos Pacientes durante os tratamentos?

O Cirurgião-Dentista deve explicar em detalhes cada etapa do procedimento e do período pós-operatório, sem assumir que o Paciente já sabe o que esperar. O uso de declarações positivas e um diálogo “olho a olho” acolhedor ajudam a tranquilizar o Paciente e neutralizar o receio do tratamento.

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